terça-feira, 28 de abril de 2009

Sabesp dá dicas sobre como e onde reciclar óleo de fritura

Debater as questões e definir estratégias sobre a coleta, o reúso e destino final do óleo de fritura foram tema do Seminário do Mapa da Coleta e Reciclagem de Óleo no Estado de São Paulo, promovido pela Companhia de Saneamento Básico (Sabesp-sede Pinheiros) e pela Associação Brasileira para a Sensibilização, Coleta e Reciclagem de Resíduos de Óleo Comestível (Ecóleo).

O evento também apresentou as experiências e iniciativas de localidades no País e de empresas sobre a reutilização do óleo de fritura. Elma Miranda, há seis anos, questionava-se sobre para onde ia o óleo de fritura quando ainda descartava o produto no ralo da pia da cozinha da sua casa. A resposta veio de um de seus quatro filhos que aprendera na escola que aquele resíduo contribui para a degradação do meio ambiente. Além de entupir o encanamento, impermeabilizar fossas sépticas, contaminar rios e lençóis freáticos, ainda poderia também colocar a vida aquática em risco, comprometendo sobremaneira a alimentação humana.

Elma aprendeu a lição. Ela e mais um grupo de mulheres do bairro da Lapa, na capital, fundaram a Cooperativa de Produção dos Trabalhadores em Materiais recicláveis da cidade de São Paulo (Coopervivabem). A instituição visa ao recolhimento de óleo em residências, apartamentos e pequenos comércios na cidade. "Nós recolhemos o produto nesses locais por meio de pontos de coleta, em garrafas Pet deixadas pelos moradores. Depois, vendemos para outras beneficiadoras que o transformarão em biodiesel e em materiais de limpeza. Com isso, ajudamos na preservação do meio ambiente e geração de renda para diversas famílias", observou Elma, cuja empresa onde trabalha é responsável pelo recolhimento de cerca 900 litros de óleo por mês.

De acordo com o assessor do Meio Ambiente da Sabesp, Marcelo Morgado, O seminário tem o objetivo de unir moradores, empresários, ONGs, estudantes e pesquisadores. E também de projetar ações regionalizadas e discutir a melhor estratégia sobre a utilização do óleo de fritura no Estado de São Paulo. "O momento é oportuno para conscientizar que este benefício é de todos. Os danos causados aos sistemas de saneamento são enormes", afirmou Morgado, ressaltando que um litro de óleo de fritura pode contaminar mais de 25 mil litros de água, além de obstruir a rede de esgoto.

Inovação
Pioneira no recolhimento de óleo usado, a moradora do bairro Cerqueira Cesar, na região da Avenida Paulista, na capital, Célia Marcondes - presidente da ONG Ecóleo - percebeu a importância de organizar uma ação para reduzir os efeitos nocivos do óleo. Começou numa iniciativa localizada na Sociedade Amigos e Moradores de Cerqueira César (Sarmocc) em parceria com a ONG Trevo (empresa especializada neste tipo de coleta e reciclagem) em 2006. Hoje, a Ecóleo criada em 2009 faz a coleta de aproximadamente 1,5 milhão de litros de óleo vegetal por mês, deixando de poluir mais de 27 milhões de litros de água potável e gerando 160 postos de trabalho no Estado.

Segundo Célia, é necessária a união entre as pessoas, Governo e instituições de pesquisa para minimizar os prejuízos causados pelo óleo de fritura. "O que nos move é o interesse em proteger, principalmente, as águas e melhorar a qualidade de vida de todos. Mesmo com tantos danos causados até agora, ainda temos tempo para reverter essa situação". A Trevo, em parceria com a ONG de Célia, coleta 38 toneladas de óleo de fritura mensalmente na região. O óleo é descartado em recipientes plásticos de 50 litros, fornecidos pela própria ONG e depois segue na maior parte para usinas de biodiesel.

Depois da experiência pioneira em Cerqueira César, a Sabesp ampliou as parcerias para estimular a reciclagem em outros bairros da capital e também em outras cidades do Estado. Para isso, criou em 2007 o Prol: programa para fomentar a reciclagem de óleo de fritura, em especial nos municípios operados pela Sabesp, e consolidar as várias parcerias da companhia neste sentido. Dentre elas estão ações organizadas em conjunto com as prefeituras de Osasco, Registro, Itapetininga, Lins, Jales e Presidente Prudente.

Consciência coletiva
A estudante do curso técnico em Meio Ambiente Fernanda Maehara, de 25 anos, não quer ficar de braços cruzados diante dessa situação. Assim que soube do Seminário não mediu esforço para aprender sobre a reutilização do óleo de fritura. Fernanda optou em participar, pois pretende fazer um trabalho de conscientização no seu condomínio, no bairro da Liberdade, onde mora. Segundo ela, estudantes e moradores têm o dever de aprender e aplicar essas iniciativas. "Acompanho o dia a dia do meu prédio, ando pelas ruas do meu bairro, e vejo que a maioria não guarda esse tipo de óleo. Aprendi muito neste encontro e pretendo instalar um projeto de armazenamento e coleta desse resíduo".

Já o professor doutor da USP de Ribeirão Preto, Miguel Dabdoub, representou a organização Biodiesel Brasil, que realiza a reciclagem de óleo de fritura e a destina para a produção de biodiesel. Ele lembra que iniciativas como as de Fernanda são importantes para que a sociedade solidifique a ideia de preservação e reciclagem do óleo de fritura e outros materiais, mas é preciso tomar alguns cuidados. "Toda preocupação para o reaproveitamento de óleo é válida, porém, se esse processo não for feito corretamente as consequências podem ser desastrosas", alerta Miguel. Segundo ele, a tecnologia ainda é nova no País "e precisamos melhorar o nosso know-how científico".

O óleo funciona como um aglutinador de resíduos jogados na rede - como pontas de cigarros, fio dental, cotonete, preservativos e absorventes - obstruindo a tubulação. Além de beneficiar a rede de esgoto, destinar o óleo à reciclagem evita a poluição das águas. Atualmente, o Brasil produz cerca de 9 bilhões de litros de óleo vegetal por ano, e apenas 2,5% são utilizados pelo processo de reciclagem: separação, coleta e filtro.

Dicas para reciclar
*Após usar o óleo, espere esfriar e despeje-o num vasilhame bem fechado, que pode ser uma garrafa Pet
*Leve o óleo ao posto de reciclagem mais próximo da sua residência e coloque-o no lugar indicado
*Caso não saiba como fazer, peça ajuda ao promotor do posto de reciclagem
*Pratique e divulgue está ideia no seu bairro.

Em Sergipe solicite maiores informações:

Biodiesel Associados do Nordeste

Rua Lgarto 795 centro

Fones: 79-3043-8282 - 9119-1331

oleogotaagota@hotmail.com

sábado, 11 de abril de 2009

TAM e Airbus testarão bioquerosene de aviação‏

Isto É Dinheiro

O gerente de combustíveis da TAM, Paulus Figueiredo, afirmou hoje que a companhia pretende realizar em outubro o primeiro teste com bioquerosene de aviação em parceria com a Airbus. Segundo ele, a fabricante de aviões finaliza os testes de laboratório para certificar o combustível, feito a partir de óleo de pinhão. A ideia é realizar um voo "Galeão-Galeão", disse Figueiredo, decolando e pousando no mesmo aeroporto.

O teste faz parte de um projeto para reduzir emissões de gás carbônico nos voos da companhia, evitando multas que serão cobradas pela União Europeia. Segundo o executivo, a TAM calcula que teria de pagar entre 3 e 6 milhões de euros por ano por suas emissões em rotas para a Europa. "Com a adição de bioquerosene, a redução da multa é proporcional ao porcentual do biocombustível", explicou Figueiredo, em entrevista após palestra no evento "Do petróleo ao Biocombustível", promovido pela Hart Consulting, no Rio.

As duas parceiras estão em processo de certificação de uma mistura de até 50% de bioquerosene com querosene de petróleo. Figueiredo explicou, no entanto, que os altos custos de produção do biocombustível não permitiriam o uso do porcentual máximo. "A ideia é acrescentar 1% no primeiro ano e ir crescendo à medida em que se tornar mais competitivo", disse o executivo. A primeira batelada de bioquerosene produzida pela TAM foi feita com quatro toneladas de pinhão manso adquiridas junto a pequenos produtores e transformadas em biodiesel nos Estados Unidos.

Por Nicola Pamplona

sábado, 19 de janeiro de 2008

Do óleo de cozinha ao biodiesel
















Todo mundo adora uma batata frita e um salgadinho. Mas o que fazer com o óleo utilizado na preparação desses alimentos? Se você joga no ralo, está agindo errado. E se põe o resíduo no lixo comum, também. Quando o descarte ocorre em uma região provida com rede de coleta de esgotos, parte do óleo adere às paredes e absorve outras substâncias. Essa mistura se solidifica e reduz o diâmetro das tubulações, prejudicando o transporte do esgoto, aumentando a pressão interna e os vazamentos, diminuindo a vida útil das bombas e, em casos extremos, provocando o completo entupimento da rede coletora.

As estações de tratamento também não estão preparadas para receber a enorme quantidade de óleo de cozinha despejado pela população (200 milhões de litros por ano). A gordura prejudica o desempenho de diversos dispositivos, entre eles os decantadores; os reatores aeróbios, que têm seu pH alterado; e os biodigestores anaeróbios, que acabam produzindo lodo difícil de transportar e com maior carga orgânica. As informações são do professor, pesquisador da COPPE da UFRJ, do CEFET-RJ, e engenheiro da CEDAE, a Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro.

Segundo Marcos Vinícios Marques Fagundes, professor e pesquisador do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe/UFRJ), se uma localidade conta apenas com uma galeria de águas pluviais, além do entupimento dos canos, o despejo de óleo reduz o oxigênio dissolvido no corpo hídrico, e pode atrair animais perigosos, além de provocar mau cheiro. Quando o óleo utilizado é lançado no lixo comum, ele acaba chegando aos lixões, onde muitas vezes é enterrado com os demais resíduos, podendo contaminar o lençol freático. Nesse caso, os danos ao meio ambiente são enormes.

Para se ter uma idéia, um litro de óleo contamina cerca de um milhão de litros de água. Isso acontece porque apesar de o óleo vegetal se dispersar em uma camada muito fina sobre a água, é suficiente para prejudicar a transferência de Oxigênio na interfase ar-água. Entretanto, devido a sua biodegradabilidade esse problema não é tão grave quando comparado aos óleos de origem fóssil, como o petróleo, que além de tudo é tóxico. É bom lembrar que a biodegradabilidade do óleo vegetal, que o torna muito menos danoso que os demais, não ocorre instantaneamente, sobretudo nas metrópoles, com grande adensamento urbano.

Mas há solução. O óleo vegetal utilizado na preparação de alimentos pode ser empregado como matéria-prima para diversas indústrias, como, por exemplo, a de sabões e detergentes, de ração animal e até na produção de biodiesel de alta qualidade. Segundo Luciano Basto Oliveira, pesquisador do Instituto Internacional de Mudanças Globais, Ivig/Coppe/UFRJ, o material tem preço no mercado e existem algumas empresas operando no ramo de coleta de óleo usado em restaurantes e residências. Os resíduos colhidos pelos catadores que trabalham nos lixões também é aproveitado. Mas para isto é necessário que o óleo seja descartado de forma adequada, de preferência em recipientes lacrados, que podem ser doados ou vendidos para os sistemas de coleta de resíduos que já existem há décadas no país.
Na verdade, os processos de produção de sabão e de biodiesel são similares e concorrentes, sendo que a saponificação ocorre espontaneamente quando os óleos vegetais e os materiais alcalinos são misturados. Para favorecer a produção de biodiesel pode-se inserir mais álcool do que o necessário ao processo, mas existem outras técnicas. Uma equipe interdisciplinar da UFRJ se uniu para tentar descobrir formas alternativas mais baratas e fáceis de produção de um biodiesel de qualidade que possa ter aplicação no mercado.

Luciano Basto conta que a Engenharia Química participa com o projeto e a operação da usina de produção do combustível; além da análise sobre a qualidade do produto, garantindo o atendimento às especificações. A Engenharia Mecânica planeja e realiza os testes de emissões, durabilidade e desempenho, para verificar os efeitos do combustível produzido por motores e no meio ambiente. O Planejamento Energético e Ambiental analisa a disponibilidade de insumos na atualidade e no futuro; os mercados para escoamento dos co-produtos (farelo e glicerol); a possibilidade de redução de emissões de poluentes; e a viabilidade de solicitação de créditos de Carbono para este tipo de combustível.

Já foram utilizados mais de 20 tipos de insumos, desde óleos vegetais, novos ou usados, gorduras animais, resíduos industriais e sanitários. Os testes mais relevantes foram realizados durante mais de dois anos com caminhões novos de coleta de lixo hospitalar da COMLURB. Dois veículos utilizaram 5% de biodiesel de óleo de soja e outros dois utilizaram a mesma porcentagem de biodiesel de óleo de fritura. Outros cinco caminhões continuaram usando o óleo diesel comum.

O projeto contou com o apoio da Petrobrás e da FINEP (Financiadora de Estudos e Projetos), que cederam a planta-piloto e arcaram com a maior parte dos custos; da Ford, montadora dos caminhões utilizados, que apoiou a realização dos testes, mantendo a garantia dos veículos (exigência da Comlurb), da Bosch, fornecedora das bombas injetoras de combustíveis nos motores, um dos equipamentos mais sensíveis às mudanças de combustíveis; e da Cummins, fabricante dos motores.

Os resultados dos testes revelaram que o óleo de fritura favoreceu uma queima mais completa do óleo diesel ao qual estava misturado, reduzindo a emissão de fuligem quatro vezes mais que a mistura entre óleo diesel e biodiesel de óleo de soja. “Estes dados apontam a segregação do resíduo de óleo de fritura como uma possível solução para os danos causados pela seu descarte irregular no ambiente, e pelas emissões de poluentes. Ao substituir o óleo diesel, o biodiesel reduz emissões de enxofre (responsável por chuva ácida e doenças respiratórias); de material particulado (responsável por doenças respiratórias); de hidrocarbonetos; de aromáticos (cancerígeno); além de dióxido de carbono (gás do efeito estufa). No que concerne à redução da poluição decorrente de seu lançamento no ralo, evita metano (gás do efeito estufa, mais potente que o CO2)”, acrescentou o pesquisador Luciano Basto, especialista em Análise Ambiental, e Doutor em Planejamento Energético com Ênfase Ambiental.

Para tentar motivar a utilização do biodiesel, o governo brasileiro desenvolveu um programa nacional que permite o consumo de 2% do novo combustível misturado em todo o óleo diesel comercializado no país, a partir de 2008. O biodiesel pode ser utilizado puro ou misturado, em quaisquer quantidades, nos motores ciclo-diesel, desde que se comunique à Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

As estimativas mostram que a quantidade de óleo de cozinha usado, produzido pela população, é apenas 25% do volume necessário para atender à obrigatoriedade que será iniciada em 2008. “O encaminhamento desse resíduo para ser transformado em combustível é uma demonstração de evolução; as pesquisas desenvolvidas na universidade estão chegando ao cotidiano da sociedade, para auxiliar a todos, inclusive aos mais carentes”, ressalta Luciano Basto.

Taisa Gamboa, da AgN/CT.
Ilustração: Patrícia Perez - AgN/CT (*)

Esta matéria foi publicada originalmente na Olhar Vital, publicação eletrônica da Coordenadoria de Comunicação da UFRJ.

sábado, 29 de dezembro de 2007

O potencial agrícola do biodiesel e biopetróleo

O Brasil é um dos países de maior área agricultável do mundo, com disponibilidade e potencial para expandir fortemente o cultivo de grãos e oleaginosas, de forma que a oferta possa atender simultaneamente a crescente demanda nas áreas de alimentos e biocombustíveis.

Segundo dados da Embrapa e do IBGE, a área total do território brasileiro é de 851 milhões de hectares, dos quais 402 milhões são agricultáveis, sendo que apenas 62 milhões são utilizados para o cultivo de lavouras. Nesta área cultivada, 35% são ocupadas por lavouras temporárias e 65% de lavouras permanentes.

As áreas ocupadas por florestas nativas e biomas são de 440 milhões de hectares, sendo 350 milhões dentro da região chamada Amazônia Legal.

Estes dados mostram existir 340 milhões de hectares de áreas agricultáveis, que podem ser utilizadas sem causar nenhum impacto ambiental, sendo que cerca de 90 milhões de hectares estão disponíveis para o plantio imediato.

Ainda podemos acrescentar a este valor o potencial Brasileiro para a produção de safrinha, que corresponde a 26 milhões de hectares apenas sobre os 62 milhões de hectares de área cultivada. Atualmente, apenas 13,8 milhões de hectares são cultivados com uma segunda safra, ou safrinha, que ocorre no intervalo do ano onde a safra principal já foi colhida.

Diante destes dados, verifica-se possuir no País uma enorme área ainda disponível para a agricultura, e também uma grande área cultivada possível de introdução da safrinha.

Obviamente, é importante avaliar — governo e sociedade — o que deve ser plantado nesse extenso território. Contudo, uma ação eficaz e imediata aumentaria a oferta de alimentos e também de oleaginosas – vegetais produtores de óleo, matéria-prima necessária para produção de biodiesel, um importante combustível biodegradável, em expansão no mundo, neste momento em que as fontes fósseis de energia têm se tornado vilãs do aquecimento global, além da ameaça de sua escassez e inexorável extinção.

Há um item importante que põe por terra aqueles preocupados com a ocupação do solo por vegetais para produção de energia e não de alimentos. No caso do girassol, após a extração do óleo, a sobra transformada em farelo tem alto teor de proteína para consumo animal e humano.

Se fosse aproveitada, com eficiência, para a produção de oleaginosas, parte dos 90 milhões de hectares de área agricultável disponível não utilizada, e também aquela área disponível para implementação da safrinha, o País teria condições plenas de atender ao mercado não só interno como o Externo de biodiesel.

O País tem hoje uma capacidade instalada para produzir apenas 2 bilhões de litros/ano. Assim, pelos dados apresentados, a produção de biodiesel demonstra força não só como impulsionadora do desenvolvimento, como de um eficaz projeto nacional de sustentabilidade econômica. Afinal, trata-se da energia mais limpa e renovável da qual o mundo tanto precisa.
Bionasa

O que é o Zoneamento Agrícola?

Iniciado na safra de 1996, esse zoneamento vem sendo gradativamente ampliado e utilizado em larga escala no País, consolidando-se como ferramenta técnico-científica de auxílio à gestão de riscos climáticos na agricultura.

Com isso, identifica-se para cada município, a melhor época de plantio das culturas nos diferentes tipos de solo e ciclos dos cultivares. Além disso, é de fácil entendimento e adoção pelos produtores rurais, extensionistas, agentes financeiros, seguradoras e demais usuários.
Esse trabalho é revisado anualmente e divulgado pelo MAPA em portarias publicadas no Diário Oficial da União a cada ano-safra e por estado da federação, vservindo de orientação para o crédito de custeio agrícola oficial, bem como o enquadramento no seguro rural privado e público (PROAGRO).

Por ser um pacote tecnológico de gestão de riscos climáticos, as portarias que divulgam zoneamento agrícola de risco climático também indicam anualmente as cultivares adaptadas às diversas regiões e que possuem disponibilidade de sementes certificadas, de acordo com informações encaminhadas pelos produtores de sementes (obtentores ou mantenedores) à Coordenação-Geral de Zoneamento Agropecuário. http://www.agricultura.gov.br

Tempo de Degradação dos Materiais

Resíduo Tempo
ÓLEO DE FRITURA RESIDUAL - INDETERMINADO
Jornais - de 2 a 6 semanas
Embalagens de papel - de 1 a 4 meses
Guardanapos de papel - 3 meses
Pontas de cigarro - 2 anos
Palito de fósforo - 2 anos
Chiclete - 5 anos
Cascas de frutas - 3 meses
Nylon - de 30 a 40 anos
Copinhos de plástico de - 200 a 450 anos
Latas de alumínio - de 100 a 500 anos
Tampinhas de garrafa - de 100 a 500 anos
Pilhas e baterias - de 100 a 500 anos
Garrafas de plástico - mais de 500 anos
Pano - de 6 a 12 meses
Vidro - indeterminado
Madeira pintada - 13 anos
Fralda descartável - 600 anos
Pneus - indeterminado

Fonte: Grippi 2001, Lixo 2003.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

PORQUE RECICLAR O ÓLEO DE FRITURA

CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL DE 1988
DO MEIO AMBIENTE Lei 9.605/98
A lei ambiental protege a água, tipificando como crime a seguinte conduta :
"Art. 54. Causar poluição de qualquer natureza em níveis tais que resultem ou possam resultar em danos à saúde humana, ou que provoquem a mortandade de animais ou a destruição significativa da flora. Pena - reclusão , de um a quatro anos , e multa.
§ 2o - Se o crime:
V - ocorrer, por lançamento de resíduos sólidos, líquidos ou gasosos, ou detritos, óleos ou substâncias oleosas, em desacordo com as exigências estabelecidas em leis ou regulamentos."
Pena - reclusão , de um a cinco anos."
DECRETO N° 3.179, de 21 de setembro de 1999
Dispõe sobre a especificação das sanções aplicáveis às condutas e atividades lesivas ao meio ambiente, e dá outras providências
Das Sanções Aplicáveis à Poluição e a Outras Infrações Ambientais
Art. 41 Causar poluição de qualquer natureza em níveis tais que resultem ou possam resultar em danos à saúde humana, ou que provoquem a mortandade de animais ou a destruição significativa da flora:
Multa de R$ 1.000,00 (mil reais) a R$ 50.000.000,00 (cinqüenta milhões de reais), ou multa diária.
§ 1o Incorre nas mesmas multas, quem:
V - lançar resíduos sólidos, líquidos ou gasosos ou detritos, óleos ou substâncias oleosas em desacordo com as exigências estabelecidas em leis ou regulamentos.


O óleo de fritura que usamos em nossa casa, e nos estabelecimentos comerciais que lidam com alimentos pode se tornar um agente poluente muito nocivo - Se jogado direto nos rios, o óleo prejudica a oxigenação da água, tornando-a imprópria ao consumo; Se jogado ao solo, o óleo impermeabiliza-o, favorecendo enchentes; E até mesmo em nossa casa, se despejado na pia, ou armazenado incorretamente, este óleo pode provocar entupimentos, mau cheiro e servir de fonte para alimentação de insetos e roedores.


A Biodiesel Associados Nordeste preocupada com os aspectos ambientais e sociais , planeja desenvolver o “PROGRAMA BIODIESEL ASSOCIADOS NORDESTE OLEAGINOSAS NA REVITALIZAÇÃO DAS MATAS CILIARES E GERAÇÃO DE RENDA” Desta forma estaremos incentivando a Agricultura Familiar e combatendo os males causados a natureza e população.
Através do reflorestamento, feito em áreas de matas ciliares (matas que crescem ao entorno de cursos d’água), A Biodiesel Associados Nordeste atuará simultaneamente em quatro frentes distintas, todas de vital importância para a preservação e recuperação do meio ambiente e melhoria de vida do agricultor: O seqüestro de carbono, a manutenção da biodiversidade a preservação de nossos recursos hídricos e a geração de renda.
O programa visa também apoiar ações sócio-ambientais e capacitação técnica por meio de atividades sustentáveis que auxiliem na conservação.

Embora existam vastas áreas a serem reflorestadas, faltam programas de incentivo ao reflorestamento, tanto de conservação, quanto comerciais, e isto causa desinteresse dos proprietários de terras em reflorestar suas áreas, principalmente em virtude do alto custo de implantação e manutenção das mudas e da falta de conhecimento técnico.
Em decorrência disto, muitas áreas estratégicas estavam ficando de fora do processo de reflorestamento, pois as MATAS CILIARES possui inúmeros pequenos proprietários rurais descapitalizados, que não têm como bancar os custos destes processos, o que os impede de recuperar suas matas, ou mesmo suas matas ciliares, por mais estratégicas que sejam para conservação dos recursos hídricos, local ou regionalmente.

Um dos maiores desafios da humanidade é conciliar
desenvolvimento econômico e social, com preservação do meio ambiente.
Agir com responsabilidade e ética no desenvolvimento econômico, social e ambiental é nosso dever e contribui-ção para as gerações futuras.

Com a coleta em residências e em pequenos bares e lanchonetes, a participação de catadores de lixo será fundamental. Eles funcionarão como o elo entre a Biodiesel Associados Nordeste e as donas-de-casa. Atualmente a coleta é feita por colaboradores voluntários da Biodiesel, mas com os catadores de Aracaju e das cidades que compõem a grande Aracaju, organizados em associações e cooperativas, os mesmos serão capacitados para coletar e refinar o óleo.
A expectativa é que essa atividade gere renda para 500 catadores.

Através do reflorestamento, feito em áreas de matas ciliares (matas que crescem ao entorno de cursos d’água), A Biodiesel Associados atuará simultaneamente em quatro frentes distintas, todas de vital importância para a preservação e recuperação do meio ambiente e melhoria da qualidade de vida: O seqüestro de carbono, a manutenção da biodiversidade a preservação de nossos recursos hídricos e a geração de renda.
Informações interessantes sobre óleo de fritura:
1 litro de óleo contamina 1 milhão de litros de água; atrái ratos e baratas os ESCORPIÕES, entope instalações hidráulicas domésticas e de esgoto, assim como o óleo saturado obstrue nossas coronárias e artérias, prejudicando nosso coração (é a famosa "gordura TRANS"); contamina o lençol freático, contamina rios e por conseqüência contamina a água da estação de tratamento, o que eleva os custos em 40% (por isso nossa água é cara !). Durante o processo de decomposição o óleo de cozinha libera na atmosfera metano, um dos gases que provocam o efeito estufa.

domingo, 21 de outubro de 2007

QUIZZ!


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